
Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos,
já não se adoçará junto a ti a minha dor.
Mas para onde vá levarei o teu olhar
e para onde caminhes levarás a minha dor.
Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos
uma curva na rota por onde o amor passou.
Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame,
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.
Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.
...Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus.
© Pablo Neruda
8 comentários:
Poeta de Marília...
Alguns amores vem e vão com a mesma intensidade, mas despedir-se deles, não é tarefa fácil.
E é certo, que até mesmo a pele, dourada pelo sol do seu carinho, perderá para sempre sua cor.
Abraços de luz pra ti, linda pessoa!
Cirse.
Lindo o post ! belissima bjs!
Olá, Zé
A despedida sempre dói e muito... a saudade fica e um misto de amor próprio também...
Abraços fraternos e paz de espírito.
Amor que nos rouba a paixão...e vai embora. Amor que quer ficar e o outro não quer deixar.
Amor que bagunça o coração.
Mas impossível longe dele ficar.
O amor tem disso...
Um grande abraço meu amigo.
Bons sonhos.
Sensação dolorida, triste...
Um grande bj querido amigo
Quando não mais arde no peito o calor do amor...melhor a despedida.beijos querido achocolatados claro...
O CALOR DO AMOR....ARDE NO PEITO QUE SE DERRETE E PRODUZ O EFEITO DA PAIXÃO AVASSALADORA .........
QUE SEM LICENCA PEDIR...
MINHA BOCA BEIJA SEM RESISTIR......
BEIJO
DA PORTUGUESA
MC
É sempre bom ler Pablo Neruda, e despedida sempre é uma coisa triste.
Beijo Zé Carlos.
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