28 Dezembro, 2010

VAMOS COMEÇAR TUDO DE NOVO ?



Acabou mais um ano e eu queria dividir com você, que é do meu bem querer, um pouco do que aprendi nesta estrada de 365 lições:
- Aprendi, primeiro, que a vida tem razão: quando ela empurra a gente para um rumo, é ali que a gente tem o que aprender. Então, é mais sábio abrir o olho e tratar de descobrir o quê. Demora, mas a gente entende o que faltava entender.

- Aprendi, também, que ter razão numa discussão não quer dizer nada: grande coisa ter a última palavra! Se o outro precisa dela pra se sentir mais forte, deixa que fique. E fica você com a sua paz.

- Aprendi que carregar raiva e ódio no coração faz a jornada mais pesada, porque um tem que carregar o outro na trajetória do sangue dentro das suas veias. Melhor perdoar, deixar pra lá, gastar energia boa em sentimento bom.

- Aprendi que algumas pessoas entram na vida da gente para ajudar a gente a se devolver para nós mesmo. E que, quando cumprem sua missão, essas pessoas partem. E há que deixá-las ir sem sofrer a pretensa perda, porque na verdade, elas deixaram você mais rico de si mesmo. E há que agradecer a bênção de tamanho ganho: ser mais rico da gente mesmo.

- Aprendi que rir é o melhor remédio. Que rir de si mesmo é um grande antibiótico; que rir para os outros é chuva de estrela; que rir com o outro é o melhor jeito de lavar a alma e pendurar no varal pra secar; que dentro de toda tragédia mora uma comédia e que chorar é bom pra trocar o sal do olho e deixar o açúcar cristalizado no fundo, vir à tona de novo.

- Aprendi um bom ditado para se levar a vida: "Se tem conserto, pra que chorar? E se não tem conserto, chorar pra quê?".

- Aprendi, finalmente, que tenho, ainda, muito pra aprender. E que cada dia traz uma novidade, às vezes grande, mas sempre um raminho novo e verde no bico. É só prestar atenção.

- Vamos agradecer por tudo que vivemos e aprendemos nesse ano que passou.

- Certamente alguma coisa do silêncio que houve entre nós, ajudou-nos a refletir.

- Vem aí o presente do ano novo pra nós todos, de graça e cheio de surpresas. Abra-o, sem medo, e curta cada pedacinho dele com todo gás que couber de bom a você e a todos os seus.

- Viver é isso: Uma bênção e um grande parque de diversões.
Dá friozinho na barriga, mas é uma delícia.....



(Presente de Elza Moreira)


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26 Dezembro, 2010

EU GOSTO



Eu gosto quando você chega cheio de amor pra me dar
Gosto quando você vai, cheio de saudades.
Gosto quando você me acarinha sem nenhuma intenção
E gosto quando você me seduz com todas as intenções
Eu gosto do seu jeito de gostar de mim
Gosto das suas mentiras e amo as suas verdades
Gosto dos seus caminhos e das suas estradas
Gosto do seu passado e do seu presente também
Gosto quando você não me diz não e adoro quando você me diz sim
Gosto da sua procura, porque foi através dela que você me encontrou
Gosto da sua insistência e também da sua paciência
Gosto da sua raiva e da sua doçura, da sua solidão e da sua amargura, da sua alegria que sempre me contagia
Gosto do seu humor, do seu amor e da sua tristeza
Gosto dos nossos encontros e dos desencontros, das brigas e das despedidas
Gosto das nossas esperas e das nossas partidas
Gosto do nosso começo e do nosso fim
Eu gosto do seu ciúme infantil e do seu amor maduro
Gosto desse nosso paraíso e desse nosso inferno também
Gosto das suas lembranças e dos seus esquecimentos
Eu gosto quando você me trai com medo de me perder
Eu gosto quando você vai embora, porque sei que vai voltar .. e gosto quando você volta, porque sei que vai ficar!

**Silvana Duboc**

24 Dezembro, 2010

Natal Valente



® Mellíss

O menino não tinha mais que oito anos. Era magrinho, franzino, pobrezinho.
Seus olhos escuros sobressaíam sobre a pele morena, numa expressão de perplexidade, olhando a árvore de Natal e o presépio iluminados. Um filete de lágrimas escorria em seu rosto marcado pela Aids e pelas lutas cotidianas da sobrevivência. Sem querer invadir sua privacidade, cheguei pertinho dele e passei a mão levemente em seus cabelos encaracolados. Imediatamente ele olhou para mim e disse:
- Ele não deveria ter nascido ! Não deveria !
Dobrei meus joelhos para ficar na altura dele e retruquei :
- "Mas o menino Jesus é o salvador do mundo, querido ! Por que não deveria ter nascido ?"
- "Porque Ele é aquele que morreu na Cruz, não é ?", perguntou aflito.
Surpresa com tal indagação, praticamente sussurrei um "sim" vacilante.
Suas mãos pequeninas torceram-se num gesto de angústia.
- "Pois eu não queria que ele morresse assim, nem por ninguém nem por mim ! Eu queria poder salva-Lo !", exclamou com toda sinceridade, virando as costas e indo embora.

Por muito tempo as palavras dele ecoaram como estrondo de trovões no meu peito. Na parede à minha frente, um crucifixo vazio enviava uma mensagem significativa:
"Obrigado, menino, pela tua grandeza, pelo teu desprendimento, pelo teu amor que esquece as próprias chagas, tentando amenizar as chagas deste mundo!"

(minha homenagem ao pequeno africano NKOSI- Fev1989/Jun 2001)

12/12/2005

http://fatimaguerra-melliss.blogspot.com/

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23 Dezembro, 2010

POEMA-SERTÃO



© José Nêumanne Pinto


para Elba e Zé Ramalho,
Ciro Fernandes, Chico César e Chico Salles,
sertanejos


Fomos gerados do mesmo barro duro,
fomos paridos no mesmo porão escuro.

Estamos chegando
ávidos e feridos,
áridos encardidos,
pálidos e papudos,
impávidos e cascudos,
perdidos em grutas,
retidos no chão.
O sol que tudo alumia
nos tocaia, torra e mata
em quebradas de grotão.
O luar, que, à noite, guia,
dispara balas de prata
nas veredas da ilusão.

Somos sementes de pedra
jogadas na paixão:
viemos tangidos por ventos parados
e tocados em tristes refrões
Fomos nutridos no planeta fome,
atraídos para o universo medo,
acolhidos no castelo papão,
devolvidos à galáxia solidão.

Cabritos sem berro ou cheiro,
reses a esmo sem vaqueiro,
pirralhos sem choro ou cloro,
coalhada que não tem soro,
chocalhos que não têm som
- os 12 trabalhos de Cristo
em secas amargas
de nossas almas vãs.

Viramos borregos desgarrados,
tropa de burros sem tropeiro,
cangalhas com cargas turvas,
ancoretas sem aspas curvas,
canoas sem salva-vidas,
feridas curando males,
remédios fazendo mal
e aboios que não entoam,
perdidos na amplidão:
ora somos o sim,
ora somos o não,
na certa ficamos talvez.

Entramos por cancelas que fecham,
saímos por janelas com trave,
plantamos feijão, milho e canto,
tecemos um nada,
que é feito de quanto,
bebemos o parco do alto
e colhemos o broto do chão
em cachos de banana podre,
mangas com aroma doce
e alvos capuchos de algodão
- reflexos do espelho opaco
da lança do capitão.

Choramos do olho cego de Deus,
cruzamos o passo coxo do Cão.
Estamos da boca pra mão.

A vida passada a luto,
a morte jamais por susto,
velada com cera mole
trocada por dois talentos
só para comprar sal e pão.

Desde em breve seremos pó:
chegados tarde,
partimos cedo
nos oito pés quebrados
deste poema-sertão.

NOTA: Esta é uma homenagem aos meus amigos e amigas do Nordeste brasileiro que sempre me acompanharam com muito carinho.
* Zé Carlos





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22 Dezembro, 2010

PILATES PARA O CÉREBRO



ESTÁ ESQUECIDO?

“Como se chama aquele filme no qual a artista que aparece é belíssima? Sim, homem, ela é alta, de cabelos negros, trabalhou algumas vezes com aquele ator maravilhoso que se chama… que trabalhou numa peça de teatro muito famosa. Já sabe de quem estou falando, não?”

Está esquecido? assim começamos ...

A partir dos trinta anos, em geral, começamos notar que temos pequenos esquecimentos:

- “Como se chama aquele menino? Eu o conheço muito bem…”

- “A que horas era o encontro, às 5:00 ou 5:30?”

- “Este aparelho, como é mesmo que me disseram que funcionava?”

- ‘Puxa, onde mesmo que deixei as minhas chaves?”

- “Puxa! Em que andar estacionei meu carro?”

Mas nada é pior como quando exclamamos:

- “Roubaram meu carro!”, sem nos darmos conta de que saimos por outra porta do shopping center …

Ainda que estes pequenos esquecimentos não afetem nossa vida, nos causam ansiedade. Com um certo terror começamos a achar que nosso cérebro está começando a converter-se em gelatina e começamos a nos preocupar se vamos ficar como aquela tia idosa, que recorda com pequenos detalhes tudo sobre sua infância, mas não pode lembrar-se do que fez ontem ou mesmo esta manhã.

Se isto lhe parece familiar, não se preocupe, há esperança!

Existem muitos mitos em que as pessoas, equivocadamente, relacionam a idade com a falta de memória. Os neurocientistas têm comprovado que a perda de memória de curto prazo não se deve à idade ou à morte dos neurônios, que realmente morrem, mas se regeneram, mas sim à redução do número de conexões entre si, dos neurônios ou dentritas (ramos dos neurônios).

Isto acontece por uma simples razão: falta de uso. É muito simples. Assim como se atrofia um músculo sem uso, as dentritas também atrofiam se não se conectam com frequência, e a habilidade do cérebro para receber nova informação se reduz.

É certo, o exercício ajuda muito a alertar a mente; também há vitaminas e remédios que aumentam e fortalecem a memória. Entretanto, nada como fazer com que nosso cérebro fabrique seu próprio alimento: as neurotrofinas.

AS NEUROTROFINAS

As neurotrofinas são moléculas que produzem e secretam as células nervosas e atuam como alimento para manterem-se saudáveis. Quanto mais ativas estejam as células do cérebro, mais quantidade de neurotrofinas produzem e isto gera mais conexões entre as distintas áreas do cérebro.

QUE PODEMOS FAZER?

O que necessitamos é fazer Pilates com os neurônios: esticá-los, surpreendê-los, sair de sua rotina, apresentar-lhes novidades inesperadas e divertidas através das emoções, do olfato, da visão, do tato, do paladar e da audição. O resultado? O cérebro se torna mais flexível, mais ágil e sua capacidade de memória aumenta.

PROVAVELMENTE PENSAS…

Provavelmente está pensando: “eu leio, trabalho, faço exercícios e mil coisas mais durante o dia, assim minha mente deve estar muito estimulada”.

A verdade é que a vida da maioría de nós converte-se numa série de rotinas. Pense num dia ou semana comum e corrente. O que há de diferente na sua rotina diária? O caminho para o trabalho, a hora que almoça ou regressa pra sua casa, o tempo que passa no carro, o tempo e os programas que vê na televisão?

AS ATIVIDADES ROTINEIRAS SÃO INCONSCIENTES

As atividades rotineiras são inconscientes e fazem com que e cérebro funcione automaticamente e que requeira um mínimo de energia. As experiências passam pelas mesmas estradas neuronais já formadas. Não há produção de neurotrofinas.

É preciso fazer alguns exercícios que expandem substancialmente as dentritas e a produção de neurotrofinas.

ALGUNS EXERCíCIOS QUE EXPANDEM SUBSTANCIALMENTE AS DENTRITAS E A PRODUÇÃO DE NEUROTROFINAS:

1) Tente, pelos menos uma vez por semana, tomar uma ducha com os olhos fechados. Só com o tato, localizar as torneiras, ajustar a temperatura da água, pegar o sabonete, o shampoo ou creme condicionador. Verá como as suas mãos notarão texturas que nunca havia percebido antes.

2) Utilize a mão não-dominante. Coma, escreva, abra as pastas, escove os dentes, abra a gaveta com a mão que mais trabalho te custe usar.

3) Leia em voz alta: distintos circuitos serão ativados, além dos que usa para ler em silêncio.

4) Troque as suas rotas ao sair de casa, passe por diferentes caminhos para ir ao trabalho ou na volta para casa.

5) Altere suas rotinas. Faça coisas diferentes. Saia, conheça e fale com pessoas de diferente idades, trabalhos e ideologias. Experimente o inesperado. Use as escadas ao invés do elevador. Saia para o campo, caminhe, ouça-o.

6) Troque a localização de algumas coisas. Saber onde tudo está significa que o cérebro já construiu um mapa. Mude, por exemplo, o recipiente de lixo de lugar, e você vai ver o número de vezes que vai atirá-lo no antigo local.

7) Aprenda uma habilidade, qualquer coisa: pode ser fotografia, culinária, yoga, estude um novo idioma. Se você gosta de quebra-cabeças ou figuras, cubra um olho para perder a percepção de profundidade, de modo que o cérebro tenha que confiar e buscar outras rotas.

8) Identifique objetos. Coloque no carro uma xícara com várias moedas diferentes e tateie a mão para que, enquanto esteja parado em um semáforo, com os dedos tente identificar cada uma.

Porque não abrimos a mente e provamos esses exercicios tão simples que, de acordo com os estudos de Neurobiologia do Duke University Medical Center, ampliam nossa memória?

Com sorte, nunca mais voltaremos a perguntar:

Onde dexei minhas chaves?

**Autoria desconhecida.

(Presente da Clarice - JP/BR)


21 Dezembro, 2010

ESTOU CHEGANDO ...


Espera por mim,
que já estou chegando !
Vou levando na bagagem uma
estrela cor de rosa
para o entardecer,
uma nuvem lilás que se acomode
sobre as linhas do horizonte sonolento,
uma fragrância sutil para chegar no vento,
uma emoção que faça ninho em teu olhar ...
Espera por mim,
que já estou chegando !
Minuto a minuto vou vencendo,
segundo a segundo vou tecendo
o caminho deste sonho de voltar ...
Espera por mim, que já estou chegando !
Abre as portas do peito, pra eu entrar.

**Mellíss**
01/05/2003

http://fatimaguerra-melliss.blogspot.com/




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18 Dezembro, 2010

NATAL DE 2010 NA AVENIDA PAULISTA - SP






A música que acompanha o vídeo é ABISMO DE ROSAS composta em 1905 por Américo Jacomino (São Paulo 1887 — 7 de setembro de 1928) foi um violonista paulista, popularmente conhecido por Canhoto, em virtude de executar o dedilhado no instrumento com esta mão esquerda, sem inversão do encordoamento.
Canhoto foi um dos responsáveis pelo “enobrecimento” deste instrumento musical no Brasil. O violão era, até sua época, considerado um instrumento de menor importância, e mesmo, dito que só marginais faziam uso dele
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Outro Vídeo da Avenida Paulista






Outro Vídeo da Avenida Paulista



15 Dezembro, 2010

QUISERA SENHOR



Quisera Senhor, neste Natal, armar uma árvore
dentro do meu coração e nela pendurar em vez de
presentes, os nomes de todos os meus amigos.
Os amigos de longe e de perto. Os antigos e
os mais recentes. Os que vejo a cada dia e os
que raramente encontro. Os sempre lembrados
e os que às vezes ficam esquecidos.

Os constantes e os intermitentes. Os
das horas difíceis e nos das horas alegres,
os que sem querer, eu magoei, ou,
sem querer me magoaram. Aqueles a quem
conheço profundamente e aqueles de quem não me
são conhecidos , a não ser as aparências. Os que
pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus
amigos humildes a meus amigos importantes. Os nomes
de todos os que já passaram pela minha vida.

Uma árvore
de muitas raízes muito profundas para que seus nomes nunca
mais sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos,
para que novos nomes vindos de todas as partes, venham
juntar-se aos existentes. De sombras muito agradáveis
para que nossa amizade, seja um aumento de repouso nas lutas
da vida.


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13 Dezembro, 2010

FELIZ NATAL




© Nadir Berto

Amigo e amiga!

Mais uma vez, estamos vivendo o clima ... o ambiente ... os sentimentos ... e as emoções de uma grande festa.

Faltam apenas alguns dias para o Natal. As luzes da cidade já estão acesas. A natureza se veste de gala, ostentando luzes e cores diversas

É o menino Jesus que vem ao nosso encontro procurando, outra vez, um lugar para nascer.

Vamos abrir espaços em nossos corações e Deixemos que o Menino Deus faça dele a sua morada e realize em nossas vidas seu plano de amor.

Para que, assim, o verdadeiro sentido do Natal Não se perca nas trocas de presentes e Algumas palavras frias e sem sentidos.

Aproveito este clima de festa para desejar a Você. Um NATAL cheio de AMOR ... E de PERDÃO.

AMOR, porque é no amor que encontramos o verdadeiro sentido da vida.

PERDÃO, porque é através do perdão que damos ao amor o sentido mais pleno.

Mas sobretudo, desejo que, quando todos se reunirem para celebrar o nascimento de Cristo, você receba do céu todas as bênçãos.

E que estas bênçãos se estendam a sua Família. Pois só a família é o símbolo de um Natal Feliz.

FELIZ NATAL!


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11 Dezembro, 2010

PROCURA-SE




... basta ser humano,
basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar,
sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro,
de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém,
ou então sentir falta de não ter esse amor.
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão,
nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado,
pois todos as pessoas são enganados.
Não é preciso que seja puro,
nem que seja todo impuro,
mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perde-lo e,
no caso de assim não ser,
deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas,
seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes
e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se uma pessoa para gostar dos mesmos gostos,
que se comova, quando chamado de amigo, amor.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos,
de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de uma pessoa para não se enlouquecer,
para contar o que se viu de belo e triste durante o dia,
dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas,
de poças de água e de caminhos molhados,
de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de uma pessoa que diga que vale a pena viver,
não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de uma pessoa para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando,
mas que nos chame de amigo, de amor
para ter-se a consciência de que ainda se vive."

E o que procuro para mim... um amigo como você!
Tu te enquadras em meus anseios?

© Elza Moreira

http://momentosdetangohome.blogspot.com/

09 Dezembro, 2010

POR QUEM OS SINOS DOBRAM?




Diante da esbórnia, da devassidão, do estupro dos mais comezinhos princípios morais, cabe uma reflexão. Daí...


“POR QUEM OS SINOS DOBRAM?”

© General-de-brigada Reformado Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Os sinos badalam para informar as horas, para chamar os fiéis para os serviços religiosos, para assinalar as efemérides, para lembrar os entes queridos, para saudar os heróis, e para... lamentar.

Recordamos o filme de sucesso. O “best-seller” do afamado Ernest Hemingway mostra cruamente o lado mais desumano da guerra civil espanhola, e aborda, acima de tudo, a condição humana e...

Para nós, diante de malévolas incertezas, repercute fundo o título contundente, inexorável e perquiridor “Por quem os sinos dobram?”.

Por nós, respondemos. Não somos muitos, talvez os que votaram no Serra, os votos nulos, sem contar os que não votaram.

Sim, a outra parte, apenas escuta o badalar do sino que o PT toca, ruidosa e festivamente.

Os sinos dobram por que antevemos que a liberdade será maculada, violentada, conspurcada sob os aplausos daqueles que não pensam, não questionam, não se importam.

Os sinos dobram pelos ANALFABETOS, pois prosseguirão na sua ignorância a vender o seu voto.

Os sinos dobram pelos APOSENTADOS, que viverão à margem de qualquer melhoria.

Os sinos dobram pelos DOENTES, que padecerão no inferno crepitante do SUS.

Os sinos dobram pelos MISERÁVEIS, que após anos de desgoverno populista e demagogo, viram piorar o seu Índice de Decadência Humana (IDH).

Os sinos dobram pelos ESTUDANTES, jovens mentes deturpadas por ensinamentos inconseqüentes que desvirtuam virtudes, que ridicularizam valores e distorcem a história.

Os sinos dobram pelos PROFISSIONAIS DA IMPRENSA, pelos jornalistas imparciais que serão tolhidos no seu livre exercício profissional.

Os sinos dobram pelos MILITARES, desalentados, desorientados e atrelados às inconseqüências de um desgoverno revanchista.

Os sinos dobram por aqueles que trabalharam, economizaram, compraram suas casas, e pagaram com sacrifício, e poderão perder tudo.

Os sinos dobram por aqueles que plantaram, com suor colheram, e que poderão ter invadidas e confiscadas as suas terras.

Os sinos dobram pelos que trabalham muito, e que trabalharão muito mais para manter um padrão digno de vida, pois os impostos abarcarão grande parte dos seus salários.

Os sinos dobram pelos que usam jornal para ler ou para higiene corporal, pois todos, independentemente do tipo de uso, comeremos o pão que a inconseqüência dos que não lêem, amassou para os demais.

Os sinos dobram pela desmoralização do TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, pela leniência do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL e pelo claudicante SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA.

Os sinos dobram pela danosa influência política que gerencia a ocupação de cargos de direção e favores aos amigos, que lidera as práticas de corrupção, os negócios nocivos aos cofres estatais e os benefícios a pessoas ou partidos políticos.

Os sinos dobram pelas minorias raciais, sociais, sexuais, joguetes úteis na criação de dicotomias que enfraquecem a grandeza da nação.

Os sinos dobram pelo pífio crescimento dos últimos anos, período em que se perdeu o bonde de desenvolvimento que o mundo propiciou.

Os sinos dobram pelo tremendo aumento da DÍVIDA INTERNA e da DÍVIDA EXTERNA.

Os sinos dobram pela covarde oposição, privilegiada assistente da derrocada nacional, e incompetente para se contrapor ao que virá.

Os sinos dobram pela morte da imparcialidade, da meritocracia, pela falta de perspectivas, pelas inconseqüências, pelas mentiras descaradas, pela ausência de vergonha, pela falta de ética e pela falência dos padrões morais que se perderam no desvão dos interesses pessoais.

Os sinos dobram para lamentar a democracia que se esvai lenta, mas inexoravelmente.

Os sinos dobram pelo BRASIL, parque de diversões de uma camarilha disposta a transformar esta soberana nação em pária internacional.

Os sinos dobram para cantar que, apesar de tudo, um novo futuro poderá ocorrer se tivermos a coragem de vazar o lixo fora.

Por derradeiro, os sinos dobram, para alertar, para sacudir, e para saudar os verdadeiros brasileiros, que por certo surgirão neste momento tão difícil.

Brasília, DF, 14 de novembro de 2010

© Gen. Bda. Rfm. Valmir Fonseca Azevedo Pereira

(Presente da Cris - RS)


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08 Dezembro, 2010

IMPORTA




Para que tentarmos qualquer explicação?

Sei que te tomarei nos braços como uma criança
e atenderei à súplica de teus olhos...

Sei que já agora, depois que chegaste ao coração,
seria impossível voltar...

E para que voltar? Que importa se viemos de longe
e se deixamos tanta coisa para trás?
Importa é que posso levar-te em meus braços,
dobrar a curva adiante, escalar a montanha,
para encontrarmos a paisagem nova
que será outro mundo...

Importa é que nos sentimos como se tudo começasse
agora, depois que és minha e eu sou teu,
e como se nada tivesse existido antes,
nada...
nem tu... nem eu...

© J. G. de Araújo Jorge


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07 Dezembro, 2010

UM DIA VOCÊ VAI PARTIR




Autoria - Silvana Duboc
23/06/2008


Faça tudo que quiser fazer
diga tudo que desejar dizer
escale a montanha mais alta que houver
gaste o dinheiro que tiver
abrace quem você gostar
beije quem quiser beijar
dance até não aguentar
cante a canção que mais te emocionar
dê flores para quem você admirar
escreva uma poesia sem rimar
e principalmente sem pontuar
compre uma roupa que você nunca vai usar
passe um perfume que você
apenas ouviu falar
carregue no tempero da sua comida
esqueça da dieta e dê uma corrida
plante flores diferentes
mande cartas ardentes
acredite que você é atraente
conquiste e se deixe conquistar
ame-se e se permita amar
apaixone-se intensamente
entristeça-se e fique carente
imagine que a realidade é ficção
e que a imaginação não é ilusão
erre mas depois peça perdão
acredite no ser humano
faça diversos planos
brinque como criança
reabra a sua poupança
chore até ficar com o rosto inchado
sorria até seus lábios ficarem cansados
cumprimente quem você nunca havia cumprimentado
busque alguém no seu passado
e devolva para o seu presente
seja louco e coerente
creia e seja persistente
suba em árvores e pise em poças
converse com todos os
rapazes e moças
leia um livro antigo
veja um filme proibido
saia de casa pra ir a nenhum lugar
e assim deixe a vida passar
um dia aqui você não vai mais estar
o importante é que saudades você possa deixar
e que a felicidade queira te acompanhar.


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05 Dezembro, 2010

SE EU PUDESSE



Quisera poder abrir os arquivos do tempo
e encontrar o álbum dos meus sentimentos,
partes de um coração que eu lá deixei ...
Quisera retornar aos sonhos e à alegria,
depositar as emoções nas poesias,
dizendo, assim, o que jamais ousei ...
Se eu pudesse abrir as portas da minha alma
libertando esperanças e ternuras.
tantos encantos que já foram meus,
por certo eu voaria nas asas do vento,
eu me faria céu e firmamento,
seria estrela nestes olhos teus.

**Melliss
Santos, 05/12/2010
04h da madrugada

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01 Dezembro, 2010

PASSADO E FUTURO



Estive repensando o passado,
procurando novos rumos para o futuro,
quero dar nova dimensão à vida,
devem existir novas palavras
para definir velhos sonhos.

Nos meus arquivos arqueológicos,
não encontrei tesouros,
não nasci de sangue azul,
estou livre das virtudes e dos pecados
de papas e reis, de príncipes e fidalgos.

Fui feito do barro comum
onde crescem novas safras,
onde temos garantia de eternidade,
onde temos dias de chuva e dias de sol,
noites de tristeza e manhãs de alegrias.

Com um punhado de sonhos no coração
e desejo de descobrir novos mundos,
andei por perigosos caminhos,
voei por nublados e distantes céus,
naveguei grandes oceanos de incertezas.

Meus olhos descobriram novas paisagens,
meus ouvidos decifraram antigas mensagens.
No arrulho de pombos
e no uivo do leão em cio,
aprendi linguagens de ternura e de paixão.

No fim da longa jornada, encontro em ti
o novo céu que minhas asas procuravam,
vem, meu amor - não irei falar do meu passado,
quero conhecer as maravilhas do teu mundo,
reparte comigo o futuro com que sonhas.


**Joseph de Sousa

(Presente da Aurea Manchini)

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